De que valem os olhos?
Não enxergam a essência
Olhos cegos que olham
Obscurecidos pela consciência
Que me perdoe os sãos
Aos loucos faço reverencias
Eu desprovido da razão
Enxergo com minha eloqüência
Entender-me é para os tolos
Mente em eterna contradição
Sou louco, louco como poucos
Ninguém oferece compreensão
De Dionísio herdo o exagero
De seu coração extraio a fuga
Entorpeço a vida sem esmero
À consciência, só resta a culpa.
