Ela esconde sua força
Como a bela, em vão,
Esconde a beleza
Sob o véu
Sua fragilidade
Embora visível
Aos olhos simples
Não passa de disfarce
Para que tudo flua
naturalmente
Para que nada esgarce
A moça da dança,
Das fotos, da creche,
do hotel
A moça que ilumina,
inspira
Por quem eu usaria um
anel
A moça que chora, que
não se esconde
A moça que ri e faz
chorar
A moça da realidade
que faz sonhar
A moça da voz doce
A mulher atraente
A moça tranqüila
A mulher de sangue
quente
A moça que queremos
por no colo
A mulher que cobiçamos
o corpo
A crueza da sinceridade
A docilidade de não
ser falsa
A moça esguia que
caminha
Como a dançar uma
eterna valsa
Essa é ela, a moça
mais terna
Que conheci
Essa é Raquel que mais
tarde,
Quando me perguntarem
Direi: nunca esqueci