terça-feira, 9 de abril de 2013

Mas, Heim?

















De que valem os olhos?
Não enxergam a essência
Olhos cegos que olham
Obscurecidos pela consciência

Que me perdoe os sãos
Aos loucos faço reverencias
Eu desprovido da razão
Enxergo com minha eloqüência

Entender-me é para os tolos
Mente em eterna contradição
Sou louco, louco como poucos
Ninguém oferece compreensão

De Dionísio herdo o exagero
De seu coração extraio a fuga
Entorpeço a vida sem esmero
À consciência, só resta a culpa.

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